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Consumidores da zona do euro continuam a ver trajetória benigna da inflação, mostra pesquisa do BCE

FRANKFURT (Reuters) - Os consumidores da zona do euro aumentaram um pouco suas expectativas de inflação no curto prazo, mas as deixaram inalteradas mais adiante, mostrou uma pesquisa do Banco Central Europeu, sustentando as apostas de que o aumento dos preços permanecerá em torno da meta e que não serão necessários mais cortes nos juros.

A inflação tem oscilado em torno da meta de 2% do BCE durante a maior parte deste ano e as autoridades a veem em torno desse nível mesmo no médio prazo, um raro sucesso para um banco que lutou com uma inflação ultrabaixa durante uma década antes de um aumento pós-pandemia para mais de 10%.

Os consumidores consultados em outubro veem a inflação no próximo ano em 2,8%, acima dos 2,7% previstos um mês antes, enquanto o aumento dos preços três anos à frente foi estimado em 2,5% e cinco anos depois em 2,2%, informou o BCE nesta sexta-feira.

Os números, baseados em uma pesquisa com 19.000 adultos em 11 países da zona do euro, parecem consistentes com as opiniões das autoridades de que a inflação não é mais uma preocupação e, mesmo que algumas pressões internas sobre os preços continuem a persistir, a inflação está a caminho da meta.

É por isso que os mercados financeiros não veem quase nenhuma chance de um corte na taxa de juros no próximo mês e projetam apenas uma chance em três de qualquer afrouxamento adicional no próximo ano, com a maioria dos economistas apostando que o ciclo da taxa de juros chegou ao fim.

As apostas de renda e gastos também apoiam essa narrativa. As expectativas de crescimento da renda dos consumidores no próximo ano subiram de 1,1% para 1,2%, enquanto a alta esperada dos gastos ficou inalterado em 3,5%.

Embora o BCE esteja mantendo a porta aberta para mais cortes nos juros, ele deixou claro que não tem pressa em mudar a política monetária e algumas autoridades até argumentam que o banco pode ter terminado de cortar depois de reduzir pela metade a taxa de depósito no ano até junho.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

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