Haddad destacou que a reforma foi aprovada com participação de diferentes setores, como a Frente Parlamentar do Agronegócio e de micro e pequenas empresas. "Você não teria tido os votos que tivemos na Câmara se o agro fosse contra", pontuou.
O ministro ainda reforçou que a proposta aprovada na Câmara não muda o funcionamento do sistema Simples Nacional, utilizado pelos prestadores de serviços do País. "Você que tem prestadora de serviços até o limite do Simples, não está minimamente afetado pela reforma", destacou o ministro, salientando que é preciso trazer "esclarecimento" sobre o que de fato a reforma influencia. "Esse negócio de fake news é muito ruim, outro dia falaram que eu iria tributar o Pix", mencionou.
Na avaliação de Haddad, a aprovação da reforma tributária poderia chegar a 100% dos votos na Câmara, caso não houvesse orientação contrária por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Não teve 100% porque o Bolsonaro, desavisado, avisou que tinha que ser contra, depois o próprio Valdemar Costa Neto (presidente do PL), falou para todo mundo ouvir que ele errou e iria se reposicionar no Senado", explicou. "Temos de aprovar essa reforma, são 30 anos esperando", emendou o ministro.

