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Como o ChatGPT quer ser seu médico, a nova amizade entre Samsung e Apple e o que importa no mercado

SÃO PAULO,SP (FOLHAPRESS) - Como o ChatGPT quer ser seu médico, a nova linda amizade (forçada por Trump) entre Samsung e Apple e outros destaques do mercado nesta sexta-feira (8).

**DR. GPT**

Quando a inteligência artificial avança, você sente que ela está cada vez mais próxima da sua capacidade mental ou cada vez mais te deixa para trás?

A OpenAI acaba de lançar o GPT-5, seu novo modelo de IA —aquele mesmo, que você usa quando conversa com o Chat GPT. A companhia escolheu um jeito peculiar de divulgar a empreitada.

PRAZER, SEU MÉDICO

O vídeo de lançamento da quinta geração do modelo mostra Sam Altman, CEO da OpenAI, e uma mulher apresentada apenas como Carolina, que, segundo a empresa, é uma paciente oncológica.

O intuito da peça publicitária é ilustrar os recursos para consultas sobre questões de saúde na nova versão, que, segundo a companhia, é a melhor para esse e outros tipos de uso.

Carolina começa contando que recorreu à tecnologia desde os primeiros exames e usou a IA para entendê-los. Ela disse que o robô a ajudou a tomar "decisões informadas" em momentos nos quais não havia consenso médico sobre seu caso.

Fácil assim? Calma. Não há consenso sobre o uso de inteligência artificial por pacientes para questões de saúde. Na verdade, é importante continuar recorrendo aos médicos, que são aqueles que têm o conhecimento do seu caso e da sua evolução.

Especialistas têm alertado que a inteligência artificial pode ser útil para auxiliar médicos em diagnósticos, mas pode ser perigosa quando usada por leigos no assunto, já que há atrasos de atualização, por exemplo.

A OpenAI afirma, em comunicado, que o ChatGPT não substitui um profissional. "Pense nele como um companheiro para entender os resultados de exames e fazer as perguntas certas aos profissionais de saúde", diz a empresa, que não fez a ressalva na apresentação ao vivo.

↳ O GPT-5 começou a ser disponibilizado aos usuários nesta quinta-feira (7), mesmo para quem não assina os planos pagos. Os assinantes, no entanto, terão acesso ao GPT-5 Pro, classificado como um modelo de “raciocínio profundo”.

BYE BYE

A partir de agora, segundo a empresa, os modelos antigos serão aposentados paulatinamente. O novo modelo consegue decidir quais recursos usar a depender da complexidade do que o usuário estiver pedindo.

**AMINIMIGOS**

iPhone versus Galaxy, iOS versus Android… até onde você sabe, Samsung e Apple são inimigas, certo? Errado. As concorrentes encontraram na união uma forma de melhorar suas condições na guerra comercial criada pelos americanos. Vamos explicar.

A UNIÃO FAZ A FORÇA

A Samsung vai produzir os sensores de imagem digital dos produtos da Apple. A decisão satisfaz necessidades das duas empresas:

[1] Apple. A companhia da maçã está encurralada pelo tarifaço de Donald Trump. O presidente quer, cada vez mais, levar as cadeias produtivas de itens de valor para os Estados Unidos —e ameaça taxar as empresas que não concordarem em fazer mudanças.

A Apple é um dos alvos preferenciais do presidente: mesmo sendo de origem americana, ela fabrica boa parte de seus produtos (caros) na China ou na Índia.

Mas… levar a fabricação desses itens para os EUA vai elevar os preços deles nas prateleiras. Por isso, faz sentido fazer um acordo com uma empresa que já produz na terra de Trump, como a Samsung, para reduzir o prejuízo.

"O custo do iPhone pode aumentar 25% simplesmente devido ao maior custo de mão de obra nos EUA", escreveram analistas do Bank of America.

O CEO da companhia, Tim Cook, fechou um acordo com o governo americano para investir US$ 100 bilhões nos Estados Unidos.

[2] Samsung. A empresa sul-coreana está investindo bilhões de dólares em instalações de fabricação avançadas no país. Com isso, ela pode escapar da sobretaxa de 100% anunciada por Trump para a exportação de chips.

Assim, a Apple investe em produtos fabricados nos Estados Unidos, e a Samsung fortalece seus laços com o país norte-americano. E foram felizes para sempre… ou não, ainda não sabemos o fim dessa história.

**IMPOSTO DE RENDA, JÁ?**

“FolhaMercado, vocês já estão falando em Imposto de Renda? Eu acabei de entregar o meu!” Calma, caro leitor, é que o IR do ano que vem pode ter novidades.

O Senado aprovou, em sessão relâmpago nesta quinta-feira, o projeto que corrige a tabela e amplia a isenção do tributo para quem ganha até dois salários mínimos.

COMO ASSIM?

Um projeto de lei foi votado pela Câmara em junho para garantir a isenção, mas ainda dependia de aprovação pelo Senado até o dia 11, quando a medida provisória perderia a validade.

A votação estava marcada para esta quinta, mas quase não aconteceu —parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro obstruíram sessões do Senado em protesto contra a prisão dele.

A faixa de isenção está em vigor por uma MP (medida provisória) editada pelo presidente Lula.

Atenção! Essa proposta não é a isenção para renda de até R$ 5 mil prometida pela dupla Lula-Haddad. Essa ainda tramita na Câmara dos Deputados e só depois chegará para análise dos senadores.

Antes disso, Alcolumbre chegou a articular a realização de uma sessão remota para usar o sistema de votação à distância e aprovar a correção da tabela do IR.

DETALHANDO

A medida elevou o valor isento de até R$ 2.259,20 para até R$ 2.428,80 mensais —uma correção de 7,5%.

A iniciativa isenta os contribuintes com renda mensal de até R$ 3.036 (equivalente a dois mínimos) porque se soma ao desconto simplificado de R$ 607,20.

Agora, o projeto de lei segue para a sanção presidencial.

Um elefante incomoda muita gente. O mamífero enorme foi escolhido como mascote da campanha "Justiça Tributária Já", que visa pressionar o Congresso Nacional a aprovar o projeto que corrige a tabela do Imposto de Renda e cria uma tributação mínima de até 10% a partir de 2026.

Estão previstas diversas ações, incluindo atividades em redes sociais, cartazes e a distribuição de materiais educativos, como cartilhas e uma nota de R$ 1 bilhão com a figura de um elefante.

**PARA VER**

“Desastre total: A seita da American Apparel”

“Trainwreck: The Cult of American Apparel”. 2025. Netflix.

Vez ou outra você encontra uma peça de roupa antiga no seu armário, olha a etiqueta e se pergunta: o que aconteceu com essa marca?

Nunca mais viu propagandas, lojas em shoppings, menções em redes sociais… a única prova de que aquela linha de vestuário existiu é a calça jeans no fundo da gaveta. É o sentimento que os ex-clientes fiéis da American Apparel sentem.

Esse documentário conta a história da ascensão e da queda da marca que foi um fenômeno entre os jovens americanos na década de 2000.

Por trás das peças descoladas, um fundador e ex-diretor que acumula denúncias sobre comportamentos inadequados no ambiente de trabalho e assédio sexual. A empresa também foi exposta por manter mais de mil funcionários em situação irregular nos EUA.

**O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER**

Só muda a cara. A partir dos lançamentos de 2028, Onix, da Chevrolet, e HB20, da Hyundai, vão compartilhar plataforma e motores.

Jorrando dinheiro (?) A Petrobras teve lucro de R$ 26,6 bilhões no segundo trimestre de 2025 e anunciou R$ 8,6 bilhões em dividendos.

“Quanto tempo!” A Gol retomou voos para Venezuela após 9 anos e orienta tripulantes a não saírem do hotel.

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