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Comissão do Senado abre sessão para discutir e votar reforma trabalhista

BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado iniciou os trabalhos para discutir e votar a reforma trabalhista, com bate boca. Senadores da oposição apelaram para o adiamento da votação e ameaçaram romper acordo firmado com a base governista de aprovar sem alterações o texto que veio da Câmara dos Deputados. Eventuais ajustes ao texto serão feitos posteriormente via medida provisória. A oposição também criticou o acesso restrito à Comissão, reclamando que representantes dos trabalhadores, servidores da Casa, foram impedidos de entrar para acompanhar as discussões.

Os integrantes da oposição argumentaram que o acordo foi firmado antes da apresentação da denúncia contra presidente Michel Temer — o que tornou o quadro político ainda mais instável.

— Fazer isso (votar o texto sem alterações) depois da denúncia é colocar o Senado de joelhos — disse o senador Lindberg Farias (PT-RJ).

A previsão inicial é fazer a leitura de votos em separado, sendo três da oposição e dois da base do governo, dos senadores Eduardo Braga (PMDB/AM) e Lasier Martins (PSD/RS). O processo de votação está previsto para iniciar às 16h.

O presidente da comissão, Edson Lobão (PMDB-MA), justificou que o acordo não poderia ser rompido porque isso faz parte da prática parlamentar. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), explicou que o acordo se limitou aos procedimentos da Comissão e não afeta o mérito da proposta — questão que ser decidida no voto, segundo ele.

Depois do embate, a CCJ deu início à leitura dos votos em separado. Apesar do acirramento da crise política, o Palácio do Planalto continua confiante na vitória - com placar estimado em 16 votos favoráveis e 11 contrários à reforma. A previsão é votar a proposta no plenário do Senado na próxima quarta-feira.

— Há uma expectativa muito boa em relação à aprovação — disse ao GLOBO o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy.

A estratégia do governo foi de garantir a presença majoritária na comissão de integrantes favoráveis à reforma. Apesar das ameaças do senador Renan Calheiros (AL), líder do PMDB, de substituir membros para atrapalhar a votação, a composição não foi alterada.

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