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Com melhor desempenho da Bolsa, BNDES tem ganho de R$ 1,3 bilhão no semestre

RIO - O BNDES registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no primeiro semestre de 2017, ante prejuízo de R$ 2,2 bilhões em igual período de 2016. O ganho foi resultante, principalmente, do melhor desempenho na Bolsa das empresas em que o banco tem participação. O resultado, porém, teria sido pior se o BNDES não tivesse adiado para o segundo semestre possíveis baixas contábeis relativas ao investimento na JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

O resultado bruto com participações societárias passou de perda de R$ 4,92 bilhões, entre janeiro e junho de 2016, para ganho de R$ 1,42 bilhão em 2017. O BNDES detém participações em diversas empresas por meio de sua subsidiária BNDEPar. É por meio dela que o banco detém 21,3% da JBS. Segundo notas explicativas que acompanham o resultado da BNDESPar, em 30 de junho de 2017, caso essa participação fosse vendida a valor de mercado, isso resultaria em perda de cerca de R$ 1,2 bilhão, como publicado no site do GLOBO ontem.

Segundo a superintendente da área de Controladoria do BNDES, Vania Borgerth, a decisão de adiar a avaliação de uma possível baixa deveu-se ao fato de que os auditores externos da JBS não liberaram as demonstrações financeiras do frigorífico a tempo de o banco fazer seus cálculos.

— Até agora não chegou nada para nós — disse Borgerth, adiantando que essa avaliação será feita em setembro.

A BNDESPar tem como política contábil avaliar, duas vezes por ano, a possibilidade de perda com os investimentos feitos em empresas coligadas, o chamado teste de . No entanto, em relatório que acompanha seu resultado, a BNDESPar citou a volatilidade das ações da JBS e as incertezas quanto à demanda por seus produtos, entre outros fatores, para justificar o cenário incerto que poderia prejudicar uma avaliação correta.

Quanto à inadimplência, o BNDES percebeu uma melhora. Os atrasos em pagamentos por mais de 30 dias recuou de 2,81%, em dezembro de 2016, para 2,45%, em 30 de junho deste ano. Ainda assim, o BNDES elevou as provisões para risco de crédito em R$ 4,8 bilhões. De acordo com Borgerth, embora a economia venha dando sinais de mais estabilidade, as empresas ainda sentem as consequências da pior fase da crise.

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