BRASÍLIA - A Confederação Nacional da Indústria () prevê que a cresça neste ano e no ano que vem. As projeções foram divulgadas nesta quinta-feira. As apostas são de uma retomada moderada. Para uma aceleração no futuro, o setor condiciona à continuidade das reformas.
Segundo a confederação, o setor deve ter um crescimento de 0,2% em 2017. A indústria de transformação já vai mostrar um crescimento de 1,7%. No entanto, o resultado global deve ser contaminado pelo desempenho da indústria da construção caiu 5%.
O diretor de pesquisa da CNI, Flávio Castelo Branco, avaliou que é uma retomada após uma severa crise. Ele afirmou que nunca uma recessão impactou tão gravemente a renda das famílias.
— A continuidade do crescimento depende da retomada do investimento e, particularmente, no investimento privado. O setor público não tem mais condição de investir — falou Castelo Branco.
A CNI listou riscos para a retomada. Primeiramente, a questão fiscal é uma dúvida. A sustentabilidade das contas do governo depende da reforma da previdência, segundo o economista.
— O que leva preocupação é o lado fiscal. Não temos tranquilidade em relação ao equilíbrio das contas públicas — disse Castelo Branco.

