A previsão da CNI de expansão da formação bruta de capital fixo este ano passou 5,1% para 8%. "Essa é a variável que mais expressa a dinâmica de um crescimento sustentável, de melhor qualidade. Investimento crescendo mais que o consumo é uma situação favorável", acrescentou Castelo Branco. Ele ponderou, no entanto, que a taxa de investimento no País ainda é menor que 20% do PIB, o que deixa o Brasil atrás de outros países em desenvolvimento.
O economista também citou que o déficit comercial de produtos manufaturados continua muito elevado e talvez ultrapasse a marca de US$ 100 bilhões em 2013. "Isso explicita grande parte do vazamento da demanda doméstica para o exterior. O custo de produção no Brasil continua dificultando a colocação dos nossos produtos", afirmou. Ainda assim, Castelo Branco considerou que a mudança no patamar do câmbio possa ter algum impacto na competitividade dos bens brasileiros. "Mas precisamos de mais algum tempo para que contratos sejam refeitos de forma favorável", completou.



