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CMN amplia alcance de medidas de socorro para empresas afetadas por tarifas dos EUA

CMN amplia alcance de medidas de socorro para empresas afetadas por tarifas dos EUA
CMN amplia alcance de medidas de socorro para empresas afetadas por tarifas dos EUA

BRASÍLIA (Reuters) -O Conselho Monetário Nacional aprovou nesta quinta-feira uma ampliação do alcance das linhas emergenciais de crédito destinadas a empresas impactadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Com a nova regra, também serão elegíveis aos financiamentos os fornecedores das empresas exportadoras. Foi flexibilizada ainda a regra que vinculava o direito ao crédito pela empresa ao percentual do faturamento com exportações.

“A medida tem como objetivo preservar a liquidez, sustentar a produção e proteger o emprego nos setores mais expostos ao choque tarifário externo”, afirmou o Ministério da Fazenda em nota.

De acordo com a pasta, os fornecedores poderão acessar os financiamentos desde que ao menos 1% do seu faturamento até junho de 2025 tenha sido gerado pelo fornecimento de produtos a empresas exportadoras, desde que esses exportadores tenham tido pelo menos 5% dos ganhos afetados pelas tarifas.

“A ampliação busca mitigar o estrangulamento das cadeias produtivas e garantir que os efeitos das linhas emergenciais se estendam por toda a cadeia”, acrescentou.

Para as empresas exportadoras conseguirem acessar o crédito, a resolução também reduz de 5% para 1% o percentual mínimo de faturamento vinculado às exportações afetadas pelas tarifas.

Segundo a pasta, as taxas de remuneração ao Fundo de Garantia à Exportação (FGE) vão variar de 1% a 6% ao ano, conforme o porte da empresa e a finalidade do financiamento.

Instituídas em agosto após os EUA aplicarem uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, as linhas de crédito afetadas por esses ajustes têm um valor total de R$30 bilhões.

A resolução entra em vigor imediatamente, com implementação a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e das demais instituições financeiras habilitadas.

O CMN é composto pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

(Por Bernardo CaramEdição de Pedro Fonseca e Alexandre Caverni)

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