A Chevron anunciou nesta quarta-feira (2) acordos com a Venezuela que preveem investimentos de mais de US$ 7 bilhões nos próximos cinco anos e devem mais que dobrar a produção de suas joint ventures no país, para cerca de 600 mil barris de petróleo por dia, na comparação com 2026. A petroleira também recebeu direitos sobre novas áreas no Cinturão do Orinoco.
Segundo a companhia, os acordos estabelecem condições fiscais, comerciais e legais atualizadas para suas operações venezuelanas e dão suporte a novos projetos. A Chevron afirma que seus custos totais no país ficam abaixo de US$ 20 por barril.
A Petroindependencia, joint venture na qual uma subsidiária da Chevron possui participação de 49%, recebeu direitos para desenvolver as áreas de Carabobo-1 e Carabobo-2-South-A, adjacentes às operações existentes no Orinoco. Em abril, a empresa já havia elevado sua participação na Petroindependencia para 49% e obtido direitos sobre a área de Ayacucho 8. As três joint ventures da Chevron na Venezuela elevaram a produção em 15% desde o início do ano.
"Com melhores condições e áreas adicionais, estamos fortalecendo um portfólio que acreditamos que possam oferecer crescimento atraente de petróleo de baixo custo", afirmou o CEO da Chevron, Mike Wirth. Ele também agradeceu ao governo dos Estados Unidos e ao secretário de Energia, Chris Wright, por ajudarem a criar condições para novos investimentos.
O anúncio confirma a expansão antecipada na terça-feira por um funcionário americano e ocorre após o governo do presidente Donald Trump apresentar um acordo separado para ampliar o desenvolvimento das reservas petrolíferas venezuelanas. A Chevron atua no país desde 1923 e é a única grande petroleira americana com presença significativa na Venezuela.



Aviso