SÃO PAULO - Representantes de centrais sindicais estão reunidos na Praça da Sé, no centro da cidade, na manhã desta sexta-feira em protesto contra a Reforma Trabalhista, que entra em vigor amanhã e acaba com o imposto sindical, e a Reforma da Previdência, que o governo tenta aprovar no Congresso. Ainda não há estimativa de quantas pessoas participam do ato.
Os manifestantes estão reunidos na escadaria da Catedral da Sé e nas vias laterais da praça, que foram interditadas pelas Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Com dois caminhões de som acompanhando, balões coloridos e cartazes e faixas criticando as reformas, eles vão caminhar por três quilômetros até a Avenida Paulista, subindo pela avenida Brigadeiro Luís Antônio. O trânsito na cidade já começa a ficar complicado.
A previsão de saída da passeata era às 9h40. Mas os organizadores acabaram atrasando o início da marcha.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo/Mogi das Cruzes também promoveu manifestações e protestos em portas de fábricas e em todas as regiões da capital e em Mogi nesta sexta-feira. Além de metalúrgicos, o Dia Nacional de Luta Contra as Reformas reúne entidades do comércio, bancários, energia, alimentação, entre outras.
Além das reformas, os manifestantes protestam contra as privatizações e a desnacionalização da indústria, e em defesa dos aposentados.
Para Miguel Torres, presidente do Sindicato e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, o movimento é de "resistência contra as reformas, que tiram direitos e penalizam os trabalhadores”.
A manifestação também acontece em outras capitais. No centro do Rio, todas as agências bancárias da Avenida Rio Branco, estão fechadas, segundo informou o sindicato da categoria. O atendimento está suspenso até o meio-dia. Às 16h, bancários se unem às demais categorias na Candelária e seguirão em passeata até a Cinelândia.
Para a presidente do Sindicato dos Bancários Rio, Adriana Nalesso, apesar de toda a repressão dos patrões, a categoria demonstra seu descontentamento e reage.
“O governo ilegítimo de Temer está passando como rolo compressor sobre nossas conquistas e a cada dia aprofundando o desemprego. Estamos de luto pelo Brasil e com consciência de que, se não houver reação, não sobrará nenhum direito para trabalhadores e trabalhadoras”, avalia Adriana.

