BRASÍLIA — Após quase 14 horas de votação, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB/RR), causou polêmica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ao propor e aprovar, simbolicamente e em segundos, um requerimento de urgência para a reforma trabalhista. A votação ocorreu a despeito dos gritos de protesto da oposição, que afirmou que o líder estava desrespeitando o acordo firmado no início da tramitação, de que não haveria regime de urgência.
Jucá ponderou que o acordo se referia apenas à tramitação nas comissões e disse que o requerimento de urgência tem o objetivo de impedir que a oposição apresente novas emendas para voltar o projeto para as comissões. De acordo com a equipe técnica da CCJ, o pedido ainda precisa ser chancelado pelo plenário.
— Eu combinei e disse que não daria urgência para pular as comissões. Então, encerradas as comissões, eu estou dando urgência para votar no plenário sem voltar para as comissões.
A senadora Vanessa Grazziotin (PcdoB/AM) afirmou que o governo está desrespeitando o acordo e minimizou a manobra de Jucá. Segundo ela, o que vale é a votação do requerimento no plenário.
— Nós temos um acordo de que o projeto não seria encaminhado em regime de urgência em fase nenhuma. Não pode.



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