RIO - O decreto do governo extinguindo uma reserva natural na Amazônia publicado na última quarta-feira (23) surpreendeu e gerou revolta de muitos. O assunto, contudo, não era novidade para empresas canadenses: em uma feira de mineração no Canadá no início de março, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, anunciou o plano de liberar a exploração da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca).
Aquela foi a primeira vez em 14 anos que um ministro brasileiro participou da convenção organizada pela Associação Canadense de Exploradores e Mineradores (PDAC, na sigla em inglês) com participação de empresas locais, segundo comunicado do Ministério de Minas e Energia (MME) divulgado à época.
A extinção da Renca faz parte de um . Na ocasião, o governo listava a liberação da área para exploração como parte do Programa de Revitalização da Indústria Mineral, que previa ações como atividade exploratória em faixas de fronteira, o que é vedado, e na região da Renca.
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A extinção da reserva na Amazônia também surpreendeu por ter sido feita por meio de decreto. Na sexta-feira, após a repercussão negativa causada pelo fim da proibição à exploração mineral na Renca, .
Na entrevista, Coelho Filho disse que a área de 47 mil quilômetros quadrados — maior do que o território da Dinamarca — não é uma reserva ambiental, que as áreas indígenas e de floresta não serão afetadas e que o governo vai fortalecer a fiscalização na região. Ainda de acordo com o ministro, ele afirmou que não vai alterar as áreas de conservação existentes na região.

