BRASÍLIA - Iniciada há quatro dias, a paralisação dos caminhoneiros conta com 330 pontos de rodovias interditadas em todo país, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam). No Distrito Federal houve bloqueio na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), e os manifestantes atearam fogo em pneus. Além dos caminhoneiros, os protestos tiveram adesão de outras categorias, como motociclistas e motoristas de Uber.
Segundo a Abcam, apenas quatro estados (AM, AC, AP e RS) não tiveram estradas bloqueadas nesta quinta-feira. O Paraná lidera com 45 interdições. Em seguida, estão Minas Gerais (42 pontos), Santa Catarina (37), Mato Grosso do Sul (31), Goiás (25) e Mato Grosso (23).
No Terminal Terrestre de Brasília da Petrobras, que armazena e distribui produtos da companhia para os postos de combustíveis do DF e do Entorno, há bloqueio desde quarta-feira. Os manifestantes impedem que caminhões carregados de combustíveis saiam do local para o abastecimento dos postos.
O Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista/DF) informou, por meio de nota, que empresários do DF já enfrentam problemas com a greve e várias empresas prometem não operar para não gerar prejuízos ainda maiores caso a situação permaneça até segunda-feira.
O sindicato representa um setor que movimenta uma frota de 10 mil caminhões e veículos leves e abastece, todos os dias, mais de 80% do varejo local. Os empresários consideram importante a mobilização dos caminhoneiros, mas alertam que “ há os prejuízos financeiros diários nas empresas”.
“Esta situação pode gerar um efeito cascata em todo o comércio, refletindo na arrecadação e geração de empregos. Posto isso, é necessário que o governos do DF e Federal encontre, urgentemente, medidas concretas para solucionar a questão”.




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