Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 27 Ago (Reuters) - A Caixa já observa uma estabilização na curva de crescimento da inadimplência da sua carteira de crédito agro, afirmou nesta quinta-feira o vice-presidente de finanças e controladoria do banco estatal, Marcos Brasiliano Rosa.
No segundo trimestre, esse portfólio ainda apresentou uma taxa de inadimplência acima de 90 dias de 20,74%, de 18,29% no primeiro trimestre do ano. Um ano antes, esse percentual era 7,02%.
"Nós já olhamos para essa curva como uma estabilidade, com perda de velocidade", afirmou em apresentação sobre o balanço do banco, que foi divulgado na noite da véspera.
O banco tem expectativa de continuidade da melhora, apoiada em parte nas renegociações por meio do programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal no mês passado.
A MP 1.376 autorizou a criação de linhas especiais de crédito para composição de dívidas rurais de produtores e cooperativas que sofreram perdas por eventos climáticos ou perdas de mercado em duas ou mais safras, entre 2019 e 2025.
De acordo com o vice-presidente de varejo do banco, Adriano Assis Matias, curva inflexionou, estabilizando na casa de 20%. Ele citou que o indicador melhorou em junho e julho e a entrada em vigor da MP deve ajudar essa métrica.
No crédito comercial, Matias também citou o efeito benéfico para a pessoa física do Novo Desenrola. Ele afirmou que o resultado teria sido pior sem o programa de renegociação de dívida.
"O Desenrola tem sido muito importante para a gestão da adimplência da nossa carteira", afirmou.
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, ressaltou na apresentação dos números que o segundo trimestre desse ano, para mercado financeiro em particular, foi extremamente desafiador.
O banco divulgou na noite da véspera alta de 5,9% no lucro líquido recorrente do segundo trimestre sobre o mesmo período do ano passado, com expansão de quase 12% na carteira de crédito.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)



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