Apesar de também terem mostrado avanço em benefício dos pretos e pardos, os rendimentos médios por hora ainda mostram grande desigualdade: em 2003, os salários dos negros representavam 51,8% dos não negros; em 2012, passaram para 63,2%.
Os setores em que os negros superam a proporção de não negros no mercado de trabalho foram construção civil e serviços domésticos, aqueles, segundo a Fundação Seade, "em que predominam postos de trabalho com menores exigências de qualificação profissional, remunerações mais baixas e relações de trabalho mais precárias, sendo, por consequência, menos valorizados socialmente".
Para a Fundação Seade, no entanto, as mudanças na legislação trabalhista para empregados domésticos e nas condições de trabalho na construção civil "têm atenuado algumas distorções em relação a outros setores de atividade, inclusive no que diz respeito aos rendimentos".



