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BTG Pactual afirma que algum nível de acomodação em ROE deve ser esperado

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BTG Pactual afirma que algum nível de acomodação em ROE deve ser esperado
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SÃO PAULO (Reuters) -O BTG Pactual trabalha com um cenário de acomodação dos níveis de rentabilidade nos próximos trimestres, enxergando um cenário volátil em 2026.

"É justo dizer que, sim, é difícil sustentar uma expansão do ROE a partir desses níveis", disse o presidente-executivo do banco, Roberto Sallouti, em teleconferência com analistas sobre o balanço do terceiro trimestre apresentado nesta terça-feira.

No terceiro trimestre, o retorno ajustado anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) do BTG alcançou 28,1%, de 27,1% no trimestre anterior e 23,5% um ano antes.

"O ano de 2026 deverá ter um cenário volátil, e não sabemos exatamente o que vai acontecer. Por isso, não queremos dar nenhuma projeção neste momento", afirmou, ressaltando que a expectativa é crescimento contínuo em resultados e patrimônio.

Mas, acrescentou, "algum nível de acomodação deve ser esperado".

Sallouti lembrou que a última previsão do banco foi de um ROAE acima de 24% em 2025. "Eu diria agora que não deve ficar abaixo de 25%, mas ainda não estamos prontos para fornecer 'guidance' para o futuro", reforçou.

Em 2024, o BTG teve ROAE de 23,1%.

Na bolsa paulista, as units do BTG avançavam 2,19%, a R$52,33, reagindo aos números do terceiro trimestre, que superaram previsões de analistas.

O CEO do BTG afirmou que o mercado de capitais, especialmente os produtos isentos de impostos, está comprimindo os spreads em ofertas e emissões de dívida de alta qualidade para níveis muito baixos.

"Tanto que, no segmento corporativo de grande porte da nossa carteira de crédito, não aumentamos a exposição, pois entendemos que o mercado está aceitando spreads mais estreitos do que o que consideramos sustentável no longo prazo", afirmou.

Na avaliação de Sallouti, há uma correlação negativa com as taxas de juros, ou seja, se as taxas caírem, a expectativa é ver um aumento dos spreads, mesmo sem deterioração adicional no ambiente de crédito.

"No entanto, um período prolongado de juros nesses níveis traz desafios para empresas mais alavancadas, e já começamos a ver algumas delas reportando essas dificuldades", afirmou.

"Não esperamos nada dramático, mas sim, estamos cautelosos, especialmente em relação à nossa carteira de crédito corporativo, que não conta com as isenções fiscais nem com as características de liquidez dos mercados de capitais."

BANCO PAN

Com a integração do banco Pan, o BTG prevê convergir para uma única plataforma de banco digital no começo de 2027, o que, segundo o CEO, melhorará significativamente a experiência do cliente, aumentará a alavancagem operacional e reduzirá o risco da operação.

Em meatos de outubro, o BTG propôs incorporar o Pan, banco no qual já detém 76,9%. Após a incorporação, que depende de aprovações regulatórias, o Pan será convertido em subsidiária integral indireta e sairá da bolsa.

"Vemos muitos benefícios nessa consolidação — ainda estamos nos estágios iniciais, mas provavelmente começaremos a ver esses efeitos a partir de 2027. É provável que não haja impactos significativos em 2026", pontuou Sallouti.

"Acreditamos que podemos continuar crescendo nesse segmento (de varejo), o que aumentará ainda mais a diversificação, especialmente no segmento de crédito", afirmou.

(Edição de Pedro Fonseca e Alberto Alerigi Jr.)

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