BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Tesouro Nacional emitiu US$ 3,5 bilhões em títulos da dívida no mercado americano nesta quarta-feira (3). São dois tipos de papéis, com vencimentos em cinco e dez anos. Com a emissão dos títulos, o governo consegue captar recursos de investidores internacionais. Esses valores são somados às reservas internacionais, que atualmente estão em US$ 347 bilhões. No vencimento, o governo brasileiro paga o valor captado, mais os juros estabelecidos em contrato. De acordo com o Tesouro, o objetivo da operação é dar continuidade à estratégia "de promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo, provendo referência para o setor corporativo, e antecipar financiamento de vencimentos em moeda estrangeira". Assim, o principal motivo para as emissões não é aumentar o volume de reservas, mas dar referência para empresas brasileiras que querem se financiar no mercado de capitais internacional. Para o cupom com vencimento em 2025, foram emitidos US$ 1,25 bilhão, com retorno de 3% ao ano para o investidor e cupom de juros de 2,875% a serem pagos semestralmente. Eles serão vendidos a 99,425% de seu valor de face. O spread -diferença entre as duas taxas- para este título é de 263,1 pontos-base acima do papel dos juros pagos pelo Tesouro americano. O primeiro cupom será pago em 6 de dezembro de 2020 e os demais em 6 de junho e 6 de dezembro de cada ano, até o vencimento. Já para o título com vencimento em 2030, o montante emitido foi de US$ 2,25 bilhões, com cupom de juros semestral de 3,875% ano ano e taxa de retorno de 4%. O preço é de 98,977% do seu valor de face e o spread em relação ao título da dívida americana é de 324,3 pontos. O primeiro cupom será pago em 12 de dezembro de 2020 e os demais cupons serão pagos nos dias 12 de junho e 12 de dezembro de cada ano, até o vencimento em 12 de junho de 2030. A operação foi feita por meio dos bancos Bank of America, Deutsche Bank, Itau BBA e JP Morgan. A liquidação dos títulos ocorrerá em 10 de junho de 2020.