Representantes dos governos brasileiro e norte-americano tiveram uma reunião nesta sexta-feira, 25, em Genebra, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), onde o Brasil quer discutir o tarifaço do governo Trump. Uma série de produtos exportados são sobretaxados em 25% seguindo a legislação norte-americana e outros em mais 12,5% por terem sido classificados como resultantes de trabalho forçado, segundo uma investigação dos Estados Unidos.
Conforme apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estrado) o lado brasileiro não esperava que houvesse qualquer avanço significativo nesse primeiro encontro. Cenário que se concretizou. O prazo para essas conversas é de 60 dias pelo rito procedimental da OMC.
A reunião ocorreu a dois dias do encontro de ministros de comércio do G20 em Milwaukee, no Wisconsin, para onde o ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, viaja na noite de segunda-feira.
A consulta na OMC, entretanto, foi pedida pelo Brasil no fim de julho.
Após o prazo para a solução de controvérsia entre as partes, caso não haja uma decisão satisfatória, o Brasil pode entrar com o pedido de abertura de um painel sobre o caso no órgão.
Após o estabelecimento do painel, há um prazo de 45 dias para nomeação dos árbitros que comporão o painel. O rito estabelece que o painel deverá apresentar seu relatório às partes em aproximadamente 6 meses após sua composição (9 meses em casos mais complexos).
A consulta solicitada pelo Brasil em 27 de julho, conforme trâmites da OMC e aceita em 6 de agosto pelos EUA.
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