"Se quiser botar estados e municípios, vai acontecer o que vi ao longo de 28 anos dentro da Câmara. Não se resolve. E continua essa questão aí, um emaranhado de leis", afirmou Bolsonaro em entrevista a uma jornalista da Record TV na porta de um mercado durante a manhã.
As declarações do presidente foram transmitidas ao vivo em suas redes sociais.
Com dois meses de atraso, o Congresso criou, na quarta-feira (19) a comissão formada por 25 deputados e 25 senadores para, em 45 dias, chegar a um texto de reforma tributária que seja consensual entre Câmara, Senado e governo.
Com o Parlamento esvaziado, a primeira reunião do grupo foi marcada para depois do Carnaval, no dia 3 de março.
Parlamentares envolvidos na elaboração da PEC (proposta de emenda à Constituição) querem aprovar o texto na Câmara e no Senado ainda neste primeiro semestre.
O governo desistiu de enviar ao Congresso uma PEC própria. Encaminhará apenas sugestões.
Bolsonaro também confirmou que o texto da reforma administrativa está pronto e será encaminhado ao Congresso logo depois do Carnaval.
O Executivo adiou por diversas vezes o envio da reforma administrativa. Uma das razões foi justamente pedidos de alterações feitas pelo presidente. Bolsonaro demonstra preocupação de que o projeto possa indispô-lo com os servidores públicos e tem ressaltado que as mudanças --entre elas o fim da estabilidade-- valerá apenas para os novos concursados.
