RIO - A Bolsa brasileira avança pelo segundo dia, e o dólar cai pelo terceiro, nesta quarta-feira, diante da valorização generalizada das commodities no mercado internacional e do otimismo dos investidores de ações nos EUA e na Europa. O índice Ibovespa sobe 1,5%, aos 85.316 pontos, enquanto o dólar comercial registra desvalorização de 0,76%, a R$ 3,382 para venda, acompanhando seus pares globais.
Também animam os investidores locais algumas declarações de pré-candidatos à presidência, como as de Marina Silva (Rede) à “Folha de S. Paulo”, que disse que, apesar de criticar as reformas propostas por Temer, se disse favorável a mudanças na Previdência e criticou o que chamou de “Estado perdulário”.
As sanções americanas contra a Rússia seguem levando à valorização das commodities metálicas. Com as medidas de Trump, a Rusal, grande produtora russa controlada pelo magnata Oleg Deripaska, foi barrada do sistema financeiro ocidental, obrigando seus clientes a buscarem outros fornecedores. A Rusal é a maior produtora de alumínio fora da China e responde por 6% da produção mundial.
O alumínio opera em seu maior nível em sete anos, avançando 0,25%. A prata sobe 2,12%, e o paládio, 3,09%.
— A turbulência desencadeada por essas sanções é sem precedentes — avaliou Robin Bhar, analista para o mercado de metais do banco Société Generale.
Com esse cenário, as ações da mineradora Vale saltam 3,35%, a R$ 47,47.
No mercado de petróleo, o barril atingiu a maior cotação desde 2014 após a divulgação de queda nos estoques americanos do produto. O petróleo já vinha registrando valorizações com o aumento das tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent avança 1,72%, a US$ 72,81, enquanto o WTI tem alta de 2,1%, a US$ 67,92.
A Petrobras registra valorização de 2,23% (ON, a R$ 23,83) e 2,04% (PN, por R$ 21,46).
Já as ações da BRF têm alta de 3,32% (R$ 21,74). Na terça-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que o Brasil vai entrar com uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia (UE), por causa do embargo às importações de carne de frango da BRF e de outros frigoríficos brasileiros.
Nesta quarta, o governo liberou a produção e certificação sanitária de unidades de produção da BRF a retomar as exportações de aves do Brasil para a UE. O ministério havia interrompido temporariamente em meados de março a produção e certificação sanitária de 10 unidades da BRF que exportam para a UE após a empresa ter sido alvo de nova fase da operação Carne Fraca.
Em Wall Street, as Bolsas sobem de olho na divulgação de resultados corporativos e diante da percepção de que é menor a tensão geopolítica após os ataques contra a Síria. O Dow Jones sobe 0,1%, enquanto o S&P 500 avança 0,25%.



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