RIO - A Bolsa brasileira avança pelo segundo dia, e o dólar cai pelo terceiro, nesta terça-feira, diante da valorização generalizada das commodities no mercado internacional e do otimismo dos investidores de ações nos EUA e na Europa. O índice Ibovespa sobe 1,25%, aos 85.136 pontos, enquanto o dólar comercial registra desvalorização de 0,58%, a R$ 3,388 para venda, acompanhando seus pares globais.
As sanções americanas contra a Rússia seguem levando à valorização das commodities metálicas. Com as medidas de Trump, a Rusal, grande produtora russa controlada pelo magnata Oleg Deripaska, foi barrada do sistema financeiro ocidental, obrigando seus clientes a buscarem outros fornecedores. A Rusal é a maior produtora de alumínio fora da China e responde por 6% da produção mundial.
O alumínio opera em seu maior nível em sete anos, avançando 0,25%. A prata sobe 2,12%, e o paládio, 3,09%.
— A turbulência desencadeada por essas sanções é sem precedentes — avaliou Robin Bhar, analista para o mercado de metais do banco Société Generale.
No mercado de petróleo, o barril atingiu a maior cotação desde 2014 após a divulgação de queda nos estoques americanos do produto. O petróleo já vinha registrando valorizações com o aumento das tensões no Oriente Médio.
O barril do tipo Brent avança 1,72%, a US$ 72,81, enquanto o WTI tem alta de 2,1%, a US$ 67,92.
Em Wall Street, as Bolsas sobem de olho na divulgação de resultados corporativos e diante da percepção de que é menor a tensão geopolítica após os ataques contra a Síria. O Dow Jones sobe 0,1%, enquanto o S&P 500 avança 0,25%.



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