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Bolsa sobe 1,1% e dólar cai a R$ 3,17, reagindo pouco a protesto

RIO - Após manhã de cautela diante dos movimentos de greve, o mercado financeiro adotou comportamento otimista à tarde que permitiu à Bolsa fechar em alta de 1,12% nesta sexta-feira, aos 65.403, e ao dólar, cair 0,25%, cotado a R$ 3,175. No início da sessão, a moeda americana chegou a subir mais de 1%, atingindo R$ 3,216.

Segundo Pablo Spyer, da Mirae Asset, a mudança foi influenciada pela valorização das commodities, sobretudo do minério de ferro, pela divulgação de balanços corporativos positivos e pelo fato de a economia dos EUA ter crescido menos que o esperado, o que retira força do dólar. Também foi crucial a interpretação de que as manifestações terão efeito limitado sobre a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência.

— As manifestações não podem ser menosprezadas, mas o movimento, até agora, é limitado. Os agentes do mercado acreditam que elas não dificultarão ainda mais a já difícil tarefa do Planalto de aprovar reforma — disse Ignacio Crespo, economista da Guide Investimentos.

De acordo com Spyer, o dólar subia com força pela manhã por causa da disputa quanto à formação da Ptax (cotação cambial calculada pelo Banco Central junto aos bancos). A última Ptax do mês é sempre a que gera mais volatilidade porque ela é referência para diversos contratos. A disputa, afirmou, vinha muito influenciada pela expectativa quanto à greve, que assustava principalmente os investidores estrangeiros. Após 13h, quando a Ptax foi definida, a cotação cedeu.

— Na Bolsa, as quatro principais razões para a alta são commodities em alta, sobretudo o minério, que puxam os papéis. Também saiu o dado sobre o PIB dos EUA, que foi uma alta de 0,7%, quando 1% era o esperado. Isso tirou um pouco de força do argumento pela elevação dos juros no país, cuja próxima decisão ocorrerá na semana que vem. Outra questão foram os balanços financeiros positivos de algumas empresas. Localmente, a gente está percebendo que a greve não foi um sucesso. Político tem medo de gente na rua, e isso não estamos vendo em grandes quantidades — disse Pablo Spyer, da Mirae Asset.

Ontem, o já havia . O dólar comercial, que operava em queda, fechou a R$ 3,183, valorização de 0,31% ante o real. Já o Ibovespa, principal índice do mercado acionário local, recuou 0,29%, aos 64.676 pontos.

Na agenda de divulgações econômicas, o IBGE informou pela manhã que o número de trabalhadores sem emprego atingiu o nível recorde de 14,2 milhões de pessoas no trimestre encerrado em março deste ano. Isso significa 1,8 milhão de pessoas a mais que em igual período do ano passado, uma alta de 27,8%. É a primeira vez que o número de desempregados ultrapassa a marca de 14 milhões de pessoas. A taxa de desemprego alcançou 13,7%, também recorde da série histórica do IBGE, que começou em 2012.

Na Bolsa, os destaques são as ações de mineração e siderurgia, em dia de alta de 3,58% do minério de ferro na China. A Vale subiu 2,39% (ON) e 2,58% (PNA), enquanto a Usiminas subiu 2,65% e a Metalúrgica Gerdau, 4,78%.

A Petrobras subiu 1,13% (ON) e 1,75% (PN). O Banco do Brasil subiu 0,89%, enquanto o Bradesco recuou 0,24%.

A maior alta percentual do pregão foi do Grupo Pão de Açúcar, que disparou 9,46%. A companhia divulgou na quinta-feira lucro líquido consolidado de R$ 215 milhões para o primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 157 milhões registrado um ano antes, em um desempenho novamente apoiado no crescimento da divisão de atacarejo Assaí.

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