RIO - A Bolsa brasileira opera em alta de 0,65% nesta quarta-feira, aos 72.883 pontos, recuperando parte das perdas com o pregão da véspera, que foi o seu pior desde maio por causa de notícias que mostravam a dificuldade crescente do governo em aprovar a reforma da Previdência. No mercado de câmbio, o dólar comercial recua 0,64% frente ao real, cotado a R$ 3,256 na venda.
No pregão de ontem, causou mal estar a declaração do presidente Michel Temer admitindo que a reforma poderia ser derrotada. À noite, porém, o presidente tentou contornar a situação, usando sua conta no Twitter para defender a reforma e pedir apoio da população.
— Conversei hoje com o presidente Rodrigo Maia, conversei com o presidente Eunício Oliveira, do Senado Federal, fiz uma reunião hoje dos líderes no Senado, como fiz ontem com os líderes da Câmara dos Deputados, e verifiquei nesses líderes a disposição de produzir uma reforma da Previdência para o nosso país — afirmou Temer.
Para reafirmar o compromisso do governo com a matéria, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha também divulgou um vídeo no Twitter logo depois do encontro com senadores e afirmou que Padilha disse que o governo mantém “firme” a posição de que é “indispensável” aprovar a reforma ainda este ano.
A nova onda de incerteza em relação a aprovação da Reforma da Previdência fez o Ibovespa, principal índice de ações do Brasil, ter na terça-feira seu pior pregão desde a delação premiada dos executivos da JBS, em maio. A queda foi de 2,55%, aos 72.414 pontos. A incerteza política também pressionou o dólar. A moeda americana fechou em alta de 0,52% ante o real, cotada a R$ 3,277.
Nos mercados externos, a maioria dos índices do mercado de ações da Europa opera em queda, refletindo as perdas no setor de bancos em meio à temporada de balanços e a queda nos preços do petróleo. Apenas as Bolsas de Londres e de Zurique têm leve alta.



