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Bolsa sobe 0,34% com destaque para Hering e otimismo no exterior

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Apesar de não conseguir sustentar os 121 mil pontos, a Bolsa de Valores brasileira encerrou a sessão desta quinta-feira (15) com alta e 0,34%, aos 120.700 pontos. O movimento veio na esteira do otimismo do mercado internacional, com os índices americanos registrando novas máximas históricas. Dados macroeconômicos e corporativos divulgados nesta quinta nos EUA também reforçaram a percepção de retomada da economia americana. No exterior, S&P, Dow Jones e Nasdaq subiram 1,11%, 0,90% e 1,31%, respectivamente. Por aqui, os investidores seguem atentos aos desdobramentos sobre a política fiscal, além do cenário político tenso e de crise sanitária persistente. No mercado doméstico, a Hering esteve entre as maiores altas do dia, com avanço de 28,13%, a R$ 21,91. As ações da companhia dispararam nesta quinta-feira (15) após a varejista de moda receber e recusar uma proposta de fusão feita pela fabricante de calçados e acessórios Arezzo. De acordo com detalhes apresentados pela Arezzo, a proposta de combinação de negócios contemplava a incorporação de ações da Hering, em uma relação de substituição de 0,1686 nova ação da Arezzo&Co para cada 1 ação da Hering, mais uma parcela em dinheiro de R$ 1,29 bilhão. A relação de troca equivale à atribuição de prêmio de 20% sobre o preço médio de fechamento ponderado por volume das ações da Hering na B3 no período de 90 dias de negociação até 7 de abril, data em que a proposta foi enviada a Fabio Hering, presidente da varejista, afirmou a Arezzo. Em sua negativa, a Hering disse que o conselho de administração, "com assessoria do BR Partners e Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, decidiu por unanimidade (...) rejeitar a proposta, por considerar que ela não atende ao melhor interesse dos acionistas e da própria companhia." No entanto, acrescentou que manterá seu plano estratégico de combinar construção de marcas e expansão, com a busca por crescimento orgânico, e análise de "oportunidades inorgânicas". Na esteira do maior apetite por risco ao redor do mundo, o dólar, por sua vez, encerrou em queda de 0,74%, a R$ 5,6270. A animação dos investidores em relação às perspectivas para a economia dos Estados Unidos, em meio a estímulos e aceleração da vacinação também pesou no desempenho da moeda. Na cesta de divisas emergentes, o real foi a quinta moeda que mais se valorizou no dia, perdendo apenas para o peso colombiano, o rand sul-africano, o peso chileno e a lira turca.

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