SÃO PAULO - Os bancos puxam nesta tarde a recuperação da Bolsa de Valores de São Paula (Bovespa). O Ibovespa subia, às 14h38, 0,25%, aos 63.364 pontos. Já o dólar comercial está estável, cotado a a R$ 3,121 na venda.
Quem lidera os ganhos entre os bancos é o Itaú Unibanco. Em teleconferência a analistas, a instituição financeira informou que ira elevar o nível de pagamento de dividendos aos acionistas. Com isso, as preferenciais (PNs, sem direito a voto) do banco passaram a subir 1,65%, o que contaminou os demais papéis do setor, que é o que possui o maior peso na composição do Ibovespa. Bradesco e Banco do Brasil registram valorizações de, respectivamente, 1,05% e 0,42%.
O desempenho dos bancos ajuda a compensar o desempenho ruim de outros papéis relevantes para o índice. As preferenciais da Petrobras têm queda de 1,70%, cotadas a R$ 14,45, e as ordinárias recuam 0,38%, a R$ 15,71. No mercado internacional, o barril do tipo Brent passou a subir 0,78%a, US$ 55,48, mesmo após a divulgação que os estoques de petróleo subiram mais que o esperado.
Na avaliação de Ignacio Crespo, economista da Guide Investimentos, mesmo sem dados muito negativos, os investidores estão cautelosos.
— Vemos sinais como bolsas no exterior em queda e aumento do ouro que indicam uma maior cautela por parte dos investidores — avaliou.
As ações da Movida, que começaram a ser negociadas nesta quarta-feira, estão em queda de 1,46% cotadas a R$ 7,39. A empresa do setor de aluguel de veículos fechou o seu IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês) na segunda-feira.
Os investidores repercutem também a inflação de janeiro medida pelo , que faz com que os juros com vencimento em janeiro de 2021 operem em queda pelo sétimo pregão seguido.
Externamente, os investidores seguem atentos às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aos desdobramentos da rodada final de votação, na Câmara dos Comuns, do projeto de lei sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit. A próxima etapa é ir para a Câmara dos Lordes.
Apesar da expectativa de captações de recursos e de novos IPOs, o real perde força ante o dólar. Uma das razões é a incerteza devido ao comportamento de Trump e as eleições na França e Alemanha. “Nesse ambiente de preocupação com os desdobramentos e consequências do que parece ser o início de um novo ordenamento econômico e bélico das potências mundiais, os agentes econômicos adotam posições cautelosas, evitando assim exposições desnecessárias”, afirmou Ricardo Gomes da Silva, analista da Correparti Corretora de Câmbio.
No exterior, o “dollar index” passou a operar em queda. Há pouco, tinha leve recuo de 0,09%.



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