SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira fechou esta terça-feira (13) acima dos 119 mil pontos pela primeira vez desde fevereiro. O Ibovespa, principal índice acionários do país, encerrou a sessão com alta de 0,41%, aos 119.297 pontos, subindo na esteira dos índices internacionais. No mercado doméstico, o principal destaque ficou para as ações da Lojas Americanas e B2W, que subiram 9,31% e 8,97%, respectivamente, com os investidores na expectativa de conclusão de um estudo sobre uma potencial combinação de negócios entre as companhias. Até a véspera, Lojas Americanas acumulava queda de 15,3% no ano e B2W recuava 16,3%. O volume financeiro foi de R$ 29,323 bilhões, acima da média diária de abril (de R$ 23,3 bilhões), mas ainda abaixo da média dos volumes transacionados em meses anteriores. No exterior, apesar da queda de 0,2% do Dow Jones, o S&P 500 registrou recorde e terminou com alta de 0,33%, aos 4.141 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,05%. O dólar, por sua vez, teve uma sessão bastante volátil nesta terça-feira (13) e encerrou o dia com queda de 0,13%, cotado em R$ 5,7170. Ao longo da sessão dois cenários alternavam o sinal da moeda com frequência. De um lado, os dados de inflação nos Estados Unidos, divulgados pela manhã, não referendaram apostas de redução de estímulos pelo Fed, Banco Central americano, o que enfraqueceu o dólar diante de uma cesta de moedas ao redor do mundo. Por outro lado, o noticiário doméstico da véspera, sobre uma possível flexibilização do teto de gastos, diminuía o apetite por risco e puxava a cotação da moeda para cima. O mercado ainda se mostrou ressabiado com riscos ao regime fiscal. Na véspera, o real teve o pior desempenho global, quando o dólar fechou em alta de 0,90%, a 5,7258 reais, após informações de que o Ministério da Economia e o governo, sob pressão do Congresso, estariam estudando a criação de uma PEC que, no fim das contas, permitiria a acomodação de algumas despesas fora do teto de gastos. O dólar sobe 10,13% no ano, o que deixa a moeda brasileira "brigando" com o peso argentino pelo posto de pior desempenho do mundo em 2020. À cotação de fechamento desta terça, o dólar está a apenas 3,21% da máxima recorde de R$ 5,9012 marcada há exatos dez meses.