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Bolsa cai e dólar opera em alta com nova ameaça da Coreia do Norte

SÃO PAULO - Em mais um pregão marcado pela tensão geopolítica, os investidores redobram a cautela e buscam proteção em ativos de menor risco. Em meio a esse cenário, a Bolsa no Brasil tenta se segurar. A moeda americana opera em leve alta de 0,06%% ante o real, cotada a R$ 3,166. Já o Ibovespa, principal índice de ações da B3 (ex-BM&FBovespa), está próximo da estabilidade, com leve variação negativa de 0,04%, aos 70. 987 pontos.

O governo japonês afirmou que acompanhou o míssil, que caiu no Pacífico, desde o seu lançamento, que foi considerado uma afronta ao país. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "todas as opções estão na mesa" quanto a uma resposta do país esse lançamento. Sem saber as consequências desse ato, os investidores buscam proteção. O ouro avança 0,62%, a US$ 1318,29. Já o “dollar index”, que mede o comportamento da divisa americana frente a uma cesta de dez moedas, recua 0,29%, perdendo força em relação às moedas fortes.

Os principais indicadores do mercado acionário também operam em queda. O Dow Jones cai 0,21% e o S&P 500 tem recuo de 0,40%. Já na Europa, o DAX, de Frankfurt, registra desvalorização de 1,68% e o CAC, da Bolsa de Paris, cai 1,12%. O FTSE 100, de Londres, registra variação negativa de 0,99%.

“A atitude do regime norte coreano reavivou temores que ocorra um eventual conflito na península coreana. Com isso, investidores fogem de ativos mais arriscados e partem para ativos mais seguros como o iene, o ouro e os treasuries”, avaliou, em relatório a clientes, Guilherme França Esquelbek, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

Internamente, os investidores também repercutem o cenário de incerteza política, com os riscos de uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer. Isso faz com que todos os papéis mais negociados operem em queda.

As ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras caem 0,93%, cotadas a R$ 13,74. Já os ordinários (ONs, com direito a voto) caem 1,04%, a R$ 14,25. Os papéis caem mais do que o petróleo no mercado externo. O barril do tipo Brent recua 0,29%, cotados a US$ 51,74.

No caso da Vale, a queda é de 0,72% nas PNs e 0,43% nas ONs.

A queda do índice só não é maior devido ao setor bancário, que possui o maior peso na composição do Ibovespa. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco passaram a operar em terreno positivo e agora sobem, respectivamente, 0,54% e 0,56%. No caso do Banco do Brasil, o papel recua 0,97%.

Os analistas da Coinvalores lembram que a pauta de votações no Congresso Nacional também está no radar. Está prevista para essa tarde, na Câmara dos Deputados, a conclusão da medida provisória 777, que cria a taxa de longo prazo (TLP). Os deputados precisam votar três destaques, entre eles o que questiona que o Tesouro negocie, com base na TLP, repasses ao BNDES. Já a comissão mista de orçamento pode votar a mudança das metas de fiscais de 2017 e 2018. “O governo tem interesse na aprovação rápida dessas mudanças para que o projeto de lei orçamentária (PLO) de 2018 seja encaminhado com base na meta de um déficit primário de R$ 159 bilhões. A aprovação desses dois temas ainda hoje pode garantir um maior otimismo dos investidores”, avaliaram, em relatório em clientes.

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