RIO - O dólar comercial fechou praticamente estável contra o real nesta quarta-feira, recuando apenas 0,06% e cotado a R$ 3,162 para venda. A divisa oscilou durante a sessão, com o cenário internacional puxando a moeda para cima após divulgação de dados sobre a economia dos EUA que vieram mais fortes que o esperado — globalmente, o dólar subiu 0,39% contra uma cesta de dez divisas. No câmbio local, porém, o dólar não sustentou o fôlego até o fim da sessão e caiu pela primeira vez em cinco dias. Na Bolsa, o índice de referência Ibovespa recuou 0,62%, aos 70.886 pontos, na contramão das Bolsas externas, que avançaram com a diminuição das tensões com relação à Coreia do Norte. Segundo especialistas, a Bolsa local recuou com os investidores embolsando lucros e a desvalorização do petróleo.
— O movimento de hoje é de realização de lucros. A Petrobras está puxando para baixo por causa do petróleo, e os bancos passam por correção de preços. Mas o cenário de médio prazo continua muito positivo para a Bolsa. A aprovação da TLP é um bom sinal, e a economia está em processo gradual de recuperação — disse Rogério Freitas, sócio na Florença Investimentos.
Na agenda doméstica, o destaque foi a MP 777/17, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP, nova taxa de referência para os empréstimos do BNDES). No fim da tarde, os deputados rejeitaram os três últimos destaques que alteravam a proposta. O texto agora precisa ser votado no plenário do Senado.
Lá fora. o destaque foi o noticiário econômico dos EUA. A economia do país cresceu, no segundo trimestre, em ritmo mais acelerado que o calculado inicialmente e o maior em mais de dois anos. O Produto Interno Bruto (PIB) avançou, à taxa anualizada, 3% no período de abril a junho, informou o Departamento do Comércio nesta quarta-feira. Foi a segunda estimativa do órgão para o indicador. Na leitura anterior, calculava-se um crescimento de 2,6. Também foram divulgados hoje os números da geração de vagas no setor privado americano, calculado pela ADP. Foram geradas 237 mil vagas em agosto, enquanto os economistas consultados pela Bloomberg esperavam 185 mil.
Na Bolsa, a Petrobras caiu 2,93% (ON, a R$ 13,88) e 2,88% (PN, por R$ 13,45), acompanhando a desvalorização do petróleo no mercado internacional após divulgações de dados de estoques nos EUA mostrando estabilidade das reservas de gasolina mas aumento em outros derivados da commodity. O barril do tipo WTI caiu 1,03%, a US$ 45,96, enquanto o do tipo Brent recuou 2,44%, a US$ 50,73.
Entre os bancos, o Banco do Brasil teve baixa de 1,01%, o Bradesco caiu 1% e o Itaú Unibanco, 0,53%. A Vale perdeu 0,29% (ON, a R$ 34,34) e 0,25% (PNA, por R$ 31,49).

