O Ibovespa acompanhou as bolsas europeias e americanas, com S&P, Dow Jones e Euro Stoxx subindo 0,73%, 0,51% e 0,56%, respectivamente.
O mercado chinês, no entanto, depois de ter o Ano Novo Lunar prolongado, reabriu trazendo reajustes ante o noticiário frequente de avanço do contágio do coronavírus no mundo.
Além da queda de 7,88% do CSI 300, índice que reúne ações das Bolsas de Xangai e Shenzhen, outros mercados asiáticos recuaram. Nikkei, do Japão, por exemplo, caiu 1,01%.
DÓLAR
O dólar encerrou a sessão com queda de 0,86%, aos R$ 4,25 foi o maior recuo do ano da moeda americana ante o real desde 30 de dezembro, quando caiu 0,91%.
Os estímulos na China e os dados melhores da economia dos EUA serviram de argumento para uma correção depois de fortes altas recentes que levaram o dólar a bater recordes.
A reabertura dos mercados chineses após o feriado estendido foi marcada por fortes quedas nas bolsas locais e pela promessa de autoridades do país de usar várias ferramentas de política monetária para garantir ampla liquidez e apoio às empresas.
Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha queda de 0,82%, a 4,2535 reais.
Medidas de suporte na China tendem a acalmar os mercados e, por tabela, amparar moedas de risco. Junto com o real, peso mexicano, rand sul-africano e peso chileno tinham firme valorização nesta segunda.
Dados melhores do setor manufatureiro nos EUA também ajudaram o sentimento dos mercados, uma vez acalmaram temores sobre desaceleração na maior economia do mundo.
A sessão foi marcada ainda pela volta das rolagens de swap cambial tradicional pelo Banco Central, que negociou todos os 13 mil contratos ofertados na sessão. O BC já afirmou que pretende fazer a rolagem integral dos US$ 11,7 bilhões em swaps cambiais que venceriam em abril. Assim, o BC evita retirar liquidez do mercado, ajudando a acalmar o dólar.
