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BNDES vai apoiar evento de matemática, de olho no aumento da produtividade

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RIO - Filmes que ensinam a descobrir o algoritmo por trás dos sites de namoro e oficinas que revelam a matemática do futebol. Atividades como essas, que visam a aproximar as pessoas de números e teorias geralmente tão temidas nas escolas, fazem parte do Festival da Matemática 2017, que começa hoje no Rio. A iniciativa é uma das 14 ações que integram o calendário do Biênio da Matemática, evento que ocorre pela primeira vez no Brasil e que se estende até o próximo ano.

O biênio, organizado pela Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), será patrocinado pelo BNDES, inaugurando uma série de projetos na área de educação que o banco pretende apoiar. Segundo a presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques, o objetivo ao apoiar iniciativas como essa é investir em capital humano, para elevar a produtividade do país. O BNDES também pretende apoiar projetos como o uso de games na educação e a melhoria da conectividade (acesso à banda larga) nas escolas. Os planos do banco de apoiar capital humano foram antecipados pelo GLOBO em entrevista publicada em setembro.

Das 14 ações englobadas pelo Biênio da Matemática, o BNDES já acertou patrocínio — cerca de R$ 860 mil — para duas. A Bienal da Matemática, iniciada na segunda-feira, também recebeu recursos. A ideia é que as demais iniciativas tenham apoio do banco. As duas principais são a Olimpíada Internacional de Matemática, que acontecerá no Rio, em julho, e o Congresso Internacional de Matemáticos 2018, mais importante evento voltado à disciplina. Ambos são inéditos no Brasil.

— O investimento em educação e capital humano é fundamental para a produtividade do trabalho, que é crítica para o desenvolvimento da economia — afirmou Maria Silvia.

Segundo a instituição americana Conference Board, tomando a produtividade no trabalho nos Estados Unidos como referência (igual a 100%), o índice no Brasil é de 23,8%, atrás de Chile (46%) e Coreia do Sul (61,2%), por exemplo. Patamar acima apenas de outros emergentes, como China (19,42%) e Índia (13,9%), só no Brasil o índice está em queda. Nos demais, a trajetória é crescente nos últimos anos.

Maria Silvia considera a matemática um dos pilares da educação de qualidade. Estatísticas mostram, no entanto, que o desempenho dos estudantes na disciplina é muito ruim no país. Na última prova do Pisa, exame coordenado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) feito em 70 países, o Brasil ficou em 66º lugar em matemática.

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