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BNDES só negociará dívida da Eletrobras após definição sobre futuro de Angra 3

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O BNDES só voltará a negociar com a Eletronuclear o equacionamento de sua dívida de R$ 2,6 bilhões quando tiver uma definição sobre o futuro da usina nuclear de Angra 3, segundo a diretora de Infraestrutura do banco, Marilene Ramos. Ela afirma que a Eletronuclear não pode culpar o BNDES por eventuais dificuldades financeiras para manter em operação as usinas de Angra 1 e 2. Desde setembro, o banco passou a cobrar o pagamento mensal de R$ 30 milhões referente aos juros da dívida para a construção de Angra 3.

O financiamento total foi de R$ 6 bilhões, dos quais R$ 2,6 bilhões foram liberados durante a construção da usina, que teve as obras paralisadas devido ao envolvimento em irregularidades reveladas na Operação Lava-Jato. O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, deve se reunir nesta semana com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, para tratar do caso.

Marilene Ramos explicou que o banco já prorrogou por duas vezes o pagamento dos juros, uma em julho do ano passado e que venceu em fevereiro de 2017. Foi então feita nova prorrogação que terminou em setembro:

— A Eletronuclear tem falado que pode ficar sem recursos para pagar o combustível para Angra 1 e 2. O BNDES exerce seu direito e dever porque temos de zelar pelos recursos públicos. Quando o crédito foi dado, a Eletrobras deu seu aval. Nem os órgãos de controle nem o Banco Central permitem que continuemos a flexibilizar sem ter uma decisão do que vai acontecer com o projeto (Angra 3).

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