Do lado da oferta, o economista chamou atenção para o resultado fraco do setor de serviços. "Projetávamos uma alta de 0,6%, mas cresceu somente 0,1%", disse. A indústria, segundo ele, surpreendeu positivamente ao subir 0,1%, já que a expectativa era de um desempenho negativo. Já a agricultura não surpreendeu, mesmo com o recuo de 3,5% no terceiro trimestre ante o segundo. "Já prevíamos uma queda desta dimensão e, além disso, é um setor que pesa menos no PIB. O impacto maior foi mesmo o de serviços", afirmou.
Serrano avaliou que o comportamento da demanda retratado pelo PIB, com aumento de 1% do consumo das famílias na margem, é resultado das políticas do governo. "Isso, aliado à queda do investimento (a Formação Bruta de Capital Fixo encolheu 2,2%), não é favorável para o controle da inflação, perpetua o cenário de estímulo ao consumo e baixa produtividade", disse. "Está faltando uma política de longo prazo focada no investimento e na produtividade, sem que isso comprometa a dinâmica inflacionária."
Serrano ainda disse que o Besi Brasil estima um PIB entre 0% e alta de 0,5% no quarto trimestre. Para 2013, a previsão do banco continua entre 2% e 2,5%.
