O presidente do Banco Nacional da Croácia e dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Ante Zigman, afirmou que as apostas do mercado não determinam as próximas decisões de política monetária da instituição. Em entrevista à Bloomberg TV , o dirigente disse que investidores "sempre especulam" e formam expectativas "racionais", mas ressaltou que o BCE se guia pelos dados, sobretudo os de inflação.
Questionado sobre a precificação que apontava divisão de probabilidades para a reunião de outubro e sobre projeções de até quatro altas de juros no ano seguinte, Zigman reiterou que o colegiado avaliará as informações disponíveis no momento e a trajetória esperada para os preços, sem "tomar decisão baseada nas expectativas do mercado".
No diagnóstico do dirigente, a inflação segue como tema central porque "pode colocar em risco o crescimento". Ele observou que o choque de energia tem alta volatilidade e, por isso, o BCE olha para o horizonte de médio prazo e para a meta de 2%, sem enxergar, por ora, grande impacto adicional neste ano.
Sobre efeitos de segunda rodada, Zigman afirmou que o BCE acompanha especialmente salários e outros indicadores de persistência inflacionária, mas que, até aqui, não vê pressões compatíveis com esse processo. Ele também minimizou a ideia de que o patamar de 2,5% na taxa de depósitos limite automaticamente novas altas, dizendo que o nível não "enquadra" a decisão.
Apesar dos riscos, o dirigente mostrou otimismo com a atividade econômica europeia: citou revisão da projeção de crescimento da zona do euro para 0,9% e estimou expansão cerca de três vezes maior na Croácia, com suporte do consumo, investimentos em defesa e infraestrutura e entrada de fundos europeus.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
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