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BC não está satisfeito com ritmo de queda dos jutos para consumidor

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, , afirmou que a autarquia não está satisfeita com o ritmo de queda dos para o consumidor no Brasil. Numa audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do , ele disse nesta terça-feira que as taxas bancárias têm caído da mesma forma que a verificada em outras época em que ocortou os juros básicos. No entanto, ele ressaltou que a autoridade monetária quer ver um repasse ainda maior para pessoas e empresas.

— Essas quedas são consistentes com o observado nos últimos ciclos de flexibilização monetária. Isso não significa que estamos satisfeitos com a velocidade da queda. Queremos que a redução seja mais rápida, para que tenhamos logo crédito mais barato para famílias e empresas.

Aos senadores, ele citou as ações que o BC tem tomado para atacar “de forma estrutural e não voluntariosa” todas as causas que tornam o custo de crédito alto no Brasil. Entre essas razões, ele citou o alto custo operacional e regulatório das instituições financeiras, a falta de boas garantias, a necessidade de mais informação no sistema, os subsídios cruzados, os altos compulsórios e a necessidade de estimular a concorrência.

— Trabalhando com serenidade num ambiente de inflação e juros básicos baixos, tenho certeza que vamos avançar consideravelmente.

Ilan fez uma lembrança do que já foi feito dentro da chamada Agenda BC+. Falou em melhoria das garantias, redução dos compulsórios, simplificação de regras, incentivo ao desenvolvimento do mercado de capitais e alteração da taxa de juros do BNDES para diminuir os subsídios. Sobre a mudança feita nos contratos do banco de fomento, ele disse que ela incentiva o financiamento privado de longo prazo e o desenvolvimento do mercado de capitais. Frisou que a captação no mercado de capitais cresceu 91% no ano passado.

Lembrou ainda que das alterações no cartão de crédito e no cheque especial, os produtos de taxas mais elevadas do mundo. No ano passado, o Banco Central limitou o período máximo para o uso de crédito rotativo, que reduziu a inadimplência e permitiu a queda da taxas. E salientou que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) deve propor uma autorregulação com mudanças nas regras do cheque especial.

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