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BC do Japão destaca pressão inflacionária do petróleo e do iene fraco

BC do Japão destaca pressão inflacionária do petróleo e do iene fraco
BC do Japão destaca pressão inflacionária do petróleo e do iene fraco

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 30 Mar (Reuters) - A taxa de inflação subjacente do Japão pode enfrentar uma pressão de alta mais forte do aumento dos preços do petróleo e da queda do iene do que no passado, conforme as empresas se tornam mais ativas no aumento dos preços, disse o Banco do Japão nesta segunda-feira.

A observação fez parte do documento da equipe do banco central que analisa os fatores que definem a inflação subjacente, ou aumentos de preços impulsionados pela demanda interna em vez de fatores de pressão de custos, um conceito que tem sido usado para explicar o ritmo e o momento das altas da taxa de juros.

Embora o recente aumento nos preços do petróleo bruto possa prejudicar a economia, ele pode elevar as expectativas de inflação do público e a inflação subjacente, disse o Banco do Japão.

"É preciso prestar atenção à possibilidade de que a pressão de alta sobre os preços por meio desse canal possa ter se fortalecido em comparação com o passado", já que as empresas se tornaram mais proativas no aumento de preços e salários, disse.

A mudança no comportamento corporativo de definição de preços também pode significar que a inflação pode ser mais suscetível a quedas do iene, disse o Banco do Japão, alertando sobre a pressão inflacionária decorrente de um iene fraco que aumenta os custos de importação.

"Até mesmo fatores temporários do lado da oferta podem afetar as expectativas de inflação", disse o documento, alertando que os recentes aumentos nos preços dos alimentos, se persistirem, podem exercer uma pressão de alta sustentada sobre a inflação geral ao consumidor.

O Banco do Japão encerrou um programa de estímulo maciço que durou uma década em 2024 e aumentou a taxa de curto prazo, considerando que o Japão estava prestes a atingir de forma duradoura sua meta de inflação de 2%.

O banco central afirmou que continuará a aumentar os juros se ficar mais convencido de que a inflação subjacente ficará estável em 2%.

((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS CMO

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