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BC de Israel corta juros apesar de guerra, com shekel no maior nível contra dólar desde 1990

Estadão

O Banco de Israel (BoI, na sigla em inglês) cortou as taxas de juros em 25 pontos-base (pb), a 3,75%, e mencionou que o comitê monetário está focado na estabilidade de preços, no apoio à atividade econômica e na estabilidade dos mercados, em decisão publicada nesta segunda-feira, 25.

A instituição acrescentou que a trajetória da taxa de juros será determinada de acordo com a evolução da inflação, da atividade econômica, da incerteza geopolítica e dos desdobramentos fiscais.

A Capital Economics destaca que o BoI retomou o ciclo de flexibilização monetária - em decisão que era amplamente esperada pelos analistas - à medida que os riscos de inflação diminuem. A consultoria recorda que o BC israelense adotou uma postura relativamente cautelosa desde o início do conflito no Oriente Médio, em meio a preocupações com a incerteza geopolítica e os riscos de inflação, mas diversos fatores se combinaram para abrir uma janela para a retomada do afrouxamento monetário nas últimas semanas.

"O shekel se valorizou em cerca de 10% em relação ao dólar este ano, atingindo seu nível mais forte desde a década de 1990, e a valorização da moeda pode contribuir para moderar a inflação", detalha. "Outros fatores que apoiam a retomada do afrouxamento monetário incluem a contração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre e a queda nos prêmios de risco soberano de Israel", acrescenta.

A Capital espera que haja um corte de 25 pb em julho, para 3,50%, com as taxas caindo ainda mais para 3,25% em 2027.

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