No comunicado, o BC inseriu o trecho de que a retomada do ciclo de ajuste é um "cenário menos provável", embora tenha repetido que não hesitará em tomar essa decisão caso a inflação não ceda.
"O Copom enfatiza que, apesar de ser um cenário menos provável, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado."
Diante de uma forte ofensiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outros membros do governo, o BC também acrescentou no comunicado que "a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária."
O colegiado ainda repetiu que segue vigilante, "avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação".
"O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas", reforçou, retirando, porém, o trecho que havia sido incorporado no Copom de março que tratava da deterioração das expectativas longas naquele momento.

