SÃO PAULO — Um ato organizado por centrais sindicais e movimentos sociais reúne milhares de pessoas no início da noite desta sexta-feira no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo.
Vestidos com camisetas vermelhas e com bandeiras da CUT, do MST, do PC do B, os manifestantes gritam palavras de ordem contra o presidente Michel Temer. A manifestação recebe o reforço de pessoas que estavam concentradas em outros pontos da cidade, como a Avenida Paulista e o centro de São Paulo. Na região da Avenida Faria Lima, um grupo de pessoas incendiou sacos de lixo e quebrou agências bancárias.
No Largo da Batata, o ato também reúne políticos como os senadores Lindbergh Farias (RJ) e Gleisi Hoffmann, que disputam a presidência do PT.
"Aí, aí, se empurrar o Temer cai", é um dos gritos dos manifestantes.
Parte dos manifestantes, liderados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), pretende marchar até casa de Temer, que fica na região.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, disse em discurso que a PM invadiu a sede do Sindicato dos Bancários, no centro de São Paulo. A invasão teria acontecido, segundo ele, por volta das 16h30.
Sindicalistas que estavam no local confirmaram ao GLOBO que durante a manifestação, um grupo de pessoas assustadas pelas bombas de gás lançadas pela PM correram para dentro do prédio do sindicato. Os agentes teriam entrado atrás desse grupo.
— Queriam revistar as pessoas sem mandado. Quero falar para o (governador Geraldo) Alckmin tirar a polícia de lá. Senão, nós vamos lá tirar — afirmou Freitas.
Consultada, a Polícia Militar disse que não dispunha de informação e sugeriu à reportagem entrar em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP). A SSP ainda não respondeu.
MOTOCICLISTAS FECHAM O TRÂNSITO NA MARGINAL PINHEIROS
No incío da noite, um grupo de motociclistas interrompeu completamente o trânsito na Marginal Pinheiros, no sentido Interlagos, na altura do bairro Panamby. O protesto provocou um grande congestionamento em uma das principais vias da capital.

