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Atividade de serviços no Brasil volta a crescer em agosto, mostra PMI

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Atividade de serviços no Brasil volta a crescer em agosto, mostra PMI
Atividade de serviços no Brasil volta a crescer em agosto, mostra PMI

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 3 Set (Reuters) - A atividade de serviços do Brasil voltou a crescer em agosto após um tropeço em julho conforme as novas encomendas e o emprego se estabilizaram, enquanto a confiança aumentou, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta quinta-feira.

O PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, subiu a 50,5 em agosto de 49,7 em julho, voltando a ficar acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Neste ano, apenas julho apresentou retração da atividade.

As empresas que relataram atividade mais forte atribuíram a melhora à ampliação de suas bases de clientes e à conquista de novos contratos. O ritmo geral de crescimento, porém, foi apenas marginal.

As condições de demanda deram sinais de estabilização, com os volumes de novos negócios ficando praticamente estáveis em agosto após registrarem a queda mais acentuada em dez meses em julho.

Algumas empresas observaram uma demanda mais forte e aumento no número de novas consultas de clientes, mas outras continuaram relatando dificuldades decorrentes de cancelamentos de projetos, pressões competitivas e inflação.

As condições do mercado de trabalho também se estabilizaram, com o nível geral de emprego no setor de serviços permanecendo inalterado em agosto, após quedas em junho e em julho. Algumas empresas sinalizaram aumento das contratações devido ao preenchimento de vagas em aberto e à reposição de funcionários desligados, enquanto outras reduziram seus quadros de pessoal em meio a esforços de reestruturação e controle de custos.

A confiança dos fornecedores de serviços brasileiros melhorou em agosto, chegando ao nível mais alto em três meses, com a parcela de companhias que esperam aumento da atividade nos próximos 12 meses subindo de 29% em julho para 32% em agosto.

O otimismo foi sustentado pela expectativa de melhora das condições econômicas e por um aumento da confiança do mercado após a eleição presidencial de outubro.

No entanto, as pressões inflacionárias continuaram sendo um dos principais desafios para os prestadores de serviços no Brasil. Os custos de insumos seguiram em forte alta, embora o ritmo de aumento tenha desacelerado em relação a julho.

As empresas consultadas relataram aumento dos preços de materiais como cabos, alimentos, componentes eletrônicos, tintas, têxteis e madeira, além de energia, financiamento, combustíveis, mão de obra, impostos sobre propriedades e transporte.

Buscando proteger suas margens, as empresas repassaram parte do aumento de custos aos consumidores e a inflação de venda se intensificou no mês. Ainda assim, a proporção de empresas que elevaram seus preços (16%) permaneceu bem abaixo da parcela que relatou aumento de custos (41%).

Apesar da melhora no setor de serviços, a atividade no setor privado brasileiro permaneceu em contração, pressionada pela retração na indústria. O PMI Composto subiu a 49,1 em agosto, de 48,8 em julho, mas seguiu abaixo da marca 50 pelo segundo mês seguido.

"Para a economia como um todo, o setor de serviços ofereceu algum suporte, mas o setor privado permaneceu sob pressão devido à fraqueza da indústria de transformação. Uma recuperação provavelmente dependerá de uma demanda mais forte, da redução das pressões inflacionárias e de uma maior disposição das empresas para investir e contratar", disse Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.

(Edição de Isabel Versiani)

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