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Ata do Copom destaca preferência por “grau de liberdade” em decisões futuras sobre juros

BRASÍLIA - O Banco Central divulgou nesta quinta-feira a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) feita na semana passada, quando o colegiado decidiu manter o ritmo de redução da taxa básica de juros da economia e . A decisão foi tomada por unanimidade.

Na ata, o BC destaca que os membros “debateram os próximos passos e manifestaram preferência por manter maior grau de liberdade quanto às decisões futuras, a serem tomadas em função da evolução do cenário básico do Copom e dos fatores de riscos apontados acima”. O texto também aponta que “a condição fundamental de que qualquer decisão futura seja compatível com manutenção das projeções de inflação na meta nos horizontes relevantes para a condução da política monetária, e com ancoragem das expectativas de inflação”.

Segundo o documento, também foi debatido pelo Copom “como a política monetária contribuiria para o processo de estabilização e posterior retomada da atividade econômica e, por outro lado, os efeitos defasados que a política monetária pode ter sobre a inflação para o ano-calendário de 2018”, atualmente em 4,5%.

No comunicado divulgado imediatamente após o encontro da semana passada, o Copom disse ainda que uma possível intensificação do ritmo de cortes de juros dependerá da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação.

Atualmente, a Selic tem o menor patamar em dois anos. A última vez em que os juros básicos estiveram em 12,25% foi em janeiro de 2015. Desde agosto do ano passado, o Copom corta os juros.

A tendência é de mais cortes porque as previsões para a inflação estão baixas. No cenário de referência utilizado pelo BC, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já chega a 4% este ano: bem abaixo do objetivo de 4,5% para o índice.

Com recessão forte, os analistas enxergam uma inflação cada vez menor e distante da meta deste ano. Segundo a pesquisa semanal que o Banco Central faz com os economistas, as previsões dos representantes das cinco instituições financeiras que mais acertam também está na casa dos 4% neste ano.

Todas as perspectivas são de inflação menores. O grupo conhecido como "Top 5" cortou sua projeção para o IPCA de 4,10% para 4,05%. No geral, a previsão do mercado para a inflação caiu de 4,43% para 4,36% neste ano: cada vez mais distante do centro da meta para 2017.

Na esteira da desaceleração dos preços, o mercado financeiro aposta em juros menores. .

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