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Aprovações do BNDES cresceram no primeiro tri, diz presidente do banco

SÃO PAULO — Em meio a rumores de que empresários têm reclamado ao Planalto da redução de desembolsos do BNDES, Maria Silva Bastos, presidente do banco de fomento há um ano, apresentou nesta segunda-feira em São Paulo uma série de números que apontam o aumento das aprovações de financiamentos no primeiro trimestre deste ano. Ela repetiu diversas vezes à plateia de membros do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) que os desembolsos de hoje são um “retrato das aprovações de antes, já que os empréstimos do BNDES são de longo prazo”.

— Os desembolsos não refletem as aprovações feitas naquele ano porque os ciclos são longos. Desembolso é retrato do passado — afirmou.

Maria Silvia citou, por exemplo, que só as aprovações pelo Finame cresceram 32% no primeiro trimestre desde ano na comparação com o mesmo período do ano passado, excluindo ônibus, caminhões e agrário desta conta, a elevação chega a 128%. Para ela, esses são sinais concretos “da retomada econômica”.

Para a presidente do BNDES, os rumores de redução nos desembolsos são “uma polêmica da imprensa”. Em conversa rápida com jornalistas ao final de sua apresentação, Maria Silvia disse ver com “tranquilidade” a possibilidade de substituições no BNDES, inclusive a sua, e completou dizendo que não presta “atenção a essas questões”.

— Primeiro, nunca tive pressão do governo para mudar nada. (...) Vim para o banco para ajudar o país, se possível — disse.

Ela contou que aceitou o convite para a presidência do banco de fomento por uma ligação feita pelo presidente Michel Temer. Neste telefonema, Maria Silvia teria condicionado a sua aceitação à “liberdade de montar a equipe”, contou, garantindo que a liberdade havia sido concedida. Ainda assim, ela afirmou que o “banco está aberto a aperfeiçoamentos”.

Ainda durante sua palestra, Maria Silvia sugeriu que a queda dos desembolsos é resultado da falta de demanda, sobretudo durante o pico da crise econômica e política enfrentada pelo país. Ela frisou que “o banco não inventa projetos, o banco financia projetos”.

Num outro momento de sua apresentação, ela afirmou que o BNDES passou a ser “mais exigente com as garantias”. Para a executiva, “crises e problemas servem para a gente melhorar as práticas e procedimentos”.

— Reclamam que o BNDES é exigente com garantias. Ele é banco público, tem que ser exigente, sim. E temos trabalhado para reduzir o tempo de concessão do crédito direto — comentou.

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