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Após paralisação total, trem e metrô voltam a circular parcialmente em SP

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SÃO PAULO - , trens e metrô passaram a circular parcialmente em São Paulo no início da tarde desta sexta-feira. Na capital paulista, a greve geral em protesto às reformas trabalhistas e da Previdência proposta pelo governo Michel Temer teve adesão de trabalhadores de várias categorias. Além dos funcionários do setor de transportes, trabalhadores do comércio, de bancos, escolas e montadoras cruzaram os braços.

Ao longo da manhã, manifestantes fizeram bloqueios em pelo menos quatro rodovias. Os grevistas colocaram fogo em pneus e sacos de lixo para bloquear o trânsito em avenidas e ruas de grande movimento em vários pontos da cidade. Algumas dessas interdições foram reprimidas com bombas de gás pela Polícia Militar (PM). Dezesseis pessoas foram detidas, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Ao menos uma pessoa ficou ferida com estilhaços da bomba.

Com os serviços de transportes parados desde o início da manhã, muitas pessoas não conseguram sair de casa. Segundo a Polícia Militar, não houve registros significativos de piquetes ou bloqueios em pontos de trabalho. O trânsito ficou abaixo da média durante toda a manhã. Às 11h, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 4km de lentidão, quando a média para o horário costuma ficar 42km e 72km.

No centro da cidade e na Avenida Paulista, o comércio e a maioria dos bancos ficaram fechados. Em algumas agências até o acesso ao caixa eletrônico não era permitido e havia faixas com os dizeres “estamos em greve”. Escolas, mesmo as particulares, também não funcionaram. A região da Praça da República foi o principal . Na frente da prefeitura, um grupo de bancários protestou contra o prefeito João Doria (PSDB).

Em uma entrevista à rádio Jovem Pan,. Prefeitura e governo do estado prometem cobrar dos sindicatos que representam os trabalhadores de transporte público a multa imposta pela Justiça. Autoridades municipais e estaduais haviam conseguido, na Justiça, liminares que obrigavam os trabalhadores a manterem ao menos 80% dos seus contingentes.

A pressão do governo não foi suficiente para demover os grevistas. O Metrô só passou a funcionar parcialmente depois das 9h. Por volta das 12h, quatro linhas tinham serviço parcial, enquanto a Linha 3-Vermelha, a mais movimentada do sistema, por onde passam diariamente cerca de 1,2 milhão de passageiros, ficou totalmente paralisada. As seis linhas de trens da Grande São Paulo também passaram a funcionar parcialmente, com só algumas estações abertas, a partir das 8h30.

As escolas também aderiram à greve. O Sindicato dos Professores calcula que 83% das escolas do estado ficaram fechadas durante todo o dia. Embora não tenham sido divulgadas estatísticas, colégios municipais e particulares também entraram na paralisação.

No ABC paulista, o . Ao menos 60 mil pessoas não compareceram aos postos de trabalho nesta sexta, paralisando as cinco maiores montadoras de veículos da região: Volkswagen, Mercedes-Benz, Ford, Scania (todas localizadas em São Bernardo) e General Motors (em São Caetano).

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