Início Economia Após maior alta desde 1999, dólar cai a R$ 3,26 com BC; Bolsa sobe 1,6%
Economia

Após maior alta desde 1999, dólar cai a R$ 3,26 com BC; Bolsa sobe 1,6%

RIO - Após a maior alta desde 1999 na quinta-feira diante da crise política gerada pela , o dólar opera nesta sexta-feira em queda de 3,83%, a R$ 3,260. Na mínima, a divisa chegou a valer R$ 3,253. Ontem, o dólar saltou 8,16%, a R$ 3,39. No mercado de ações, após desabar mais de 8% na véspera, o índice Ibovespa sobe 1,59%, aos 63.338 pontos.

— O dólar está caindo muito em função da atuação do BC e do Tesouro, com a venda de dólares e a compra de títulos prefixados. Além disso, os ativos já estavam muito estressados. O ambiente externo também está favorecendo esse movimento, já que a divisa americana perde força em escala global hoje — analisou Paulo Petrassi, da Leme Investimentos. — Mas as gravações comprometem demais o presidente Temer. Para o mercado financeiro, a melhor coisa seria a renúncia.

Na quinta-feira, o Banco Central anunciou intervenção de até US$ 6 bilhões no mercado de câmbio por três sessões a partir desta sexta-feira, sendo US$ 2 bilhões por dia. A autoridade monetária fará leilões diários de 40 mil contratos de swap cambial, instrumento que funciona como venda de dólares no mercado futuro. Ontem.

Ontem, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, desabou 8,79% ontem, aos 61.597 pontos, maior recuo desde outubro de 2008, auge da crise financeira internacional. Na abertura dos negócios, o Ibovespa chegou a cair mais de 10% e o foi acionado, paralisando os negócios por meia hora. Esse mecanismo não era usado há quase nove anos.

As ações que mais caíram ontem hoje registram alta, mas ainda longe de compensa as perdas da véspera. As ações ordinárias da Petrobras (ON, com voto) sobem 3,71% (R$ 14,80), depois de despencarem 13,22% na quinta-feira. As preferenciais (PN, sem voto) avançam 4,56% (R$ 13,75), depois de um tombo de 15,76%.

O Banco do Brasil sobe 6,27% (R$ 28,78), depois de derreter 19,91% no dia anterior. No Bradesco PN, a alta de 3,22% (R$ 28,18) ocorre depois de um tombo de 13,11%. A Cemig, que despencara 20,43%, agora salta 7,56% (R$ 7,54).

A JBS, porém, protagonista desta crise, segue em queda. No pregão desta sexta, a queda é de 0,34% (R$ 8,55), após recua de 9,8% ontem. É a sétima queda seguida dos papéis da companhia.

Nos juros futuros, os contratos não têm direção definida. O DI para janeiro de 2018 é negociado a 9,88%, contra 10,08% ontem; o DI para janeiro de 2019 está em 10,33%, ante 10,41%; o com vencimento em janeiro de 2021 projeta taxa de 11,42%, contra 11,39% ontem.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?