BRASÍLIA - Apesar do escândalo da delação da JBS, que abalou o mercado financeiros nos dois últimos dias da semana passada, a entrada de dólares no país aumentou consideravelmente apenas na quinta-feira e na sexta-feira, o país recebeu US$ 3,5 bilhões, já descontadas todas as saídas. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, a maior parte desse dinheiro veio pelo mercado financeiro.
Nesses dois dias, ingressaram US$ 1,9 bilhão em transações financeiras. Já por meio de operações de comércio exterior, a entrada foi de US$ 1,6 bilhão. O Banco Central não soube explicar o motivo da entrada em dias tão tumultuados por causa do aumento da incerteza política.
— É muito difícil definir precisamente o que está acontecendo em apenas um dia no mercado de câmbio. Não há como ter uma informação precisa — justificou o chefe-adjunto do departamento econômico do BC, Fernando Rocha.
— Com o evento da semana passada, tivemos um aumento de incerteza, mas a mensagem do Banco Central, é que vai autuar para garantir a normalidade.
No mês de maio, o chamado fluxo financeiro registrou uma saída líquida de US$ 3 bilhões. Já o comercial está positivo em US$ 3,5 bilhões. Ou seja, ao todo, o país recebeu apenas US$ 486 milhões, já descontadas as remessas para o exterior.
As declarações foram dadas na divulgação das informações do setor externo. Por causa do bom resultado do comércio exterior, as contas externas brasileiras tiveram um superávit de US$ 1,2 bilhão em abril: o melhor desempenho desde quando o Banco Central passou a registrar os dados em 1995.



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