"Queremos que haja uma industrialização no setor. Entregamos ao ministro, formalmente, uma proposta de como industrializar o setor e estimular a aquisição de bens de capital e autopeças no Brasil", disse o presidente da Anfavea, Luiz Moan, ao deixar a sede do Ministério do Desenvolvimento, em Brasília. "Quanto mais autopeças e bens de capital a empresa adquirir no Brasil para a ampliação do parque ou modernização da planta, mais terá direito a um crédito do IPI", explicou.
Moan explicou que na semana que vem um grupo de trabalho com representantes do governo e da Anfavea vai se reunir para discutir a proposta. "O ministro ( Pimentel ) aprovou o conceito do programa. Agora haverá uma discussão técnica", disse o presidente da associação. Ele acredita que o debate possa estar concluído em três semanas e lançado ainda este ano. "Os importados vêm crescendo muito fortemente no setor e perderíamos a indústria no Brasil", argumentou. Ele disse que o setor quer aumentar investimentos e o faturamento, mas gerando riqueza na cadeia produtiva.
Segundo Moan, o setor fatura 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e investiu US$ 630 milhões nos últimos dois anos. A proposta será também entregue pela Anfavea ao Ministério da Fazenda. Moan disse que a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) também representa algumas empresas que produzem máquinas autopropulsoras e, por isso, já manifestou o interesse em aderir ao programa.



