Na primeira quadrissemana de outubro, o grupo Alimentação apresentou alta de 0,41% ante variação positiva de 0,14% no fim de setembro. No mesmo período, o IPC-S registrou inflação de 0,38% ante 0,30%.
De acordo com Picchetti, o preço médio da carne bovina subiu 1,81% contra avanço anterior de 1%. Representante maior da parte in natura, o segmento de Hortaliças e Legumes recuou 11,54%, pouco menos do que o declínio de 12,54% do fim de setembro.
"Na parte de carne, é normal esse aumento. Na parte de in natura, nada é normal", disse Picchetti, lembrando da tradicional volatilidade que afeta esta seção da Alimentação. "A tendência é continuar reduzindo esta queda", afirmou, referindo-se especialmente ao segmento de Hortaliças e Legumes.
Detalhe importante entre os produtos in natura é que as quedas dos principais itens que ajudaram a impedir altas mais intensas do IPC-S já foram menos expressivas do que as do encerramento de setembro. Na primeira quadrissemana, a batata inglesa recuou 21,51% ante baixa de 22,42%. A cenoura, por sua vez, mostrou variação negativa de 21,52% ante declínio de 21,69%.
Fora da parte in natura, Picchetti chamou a atenção para um segmento que chegou a ser vilão da Alimentação, mas que, agora, tende a ajudar a aliviar o impacto de alta no grupo. Entre o fim de setembro e o começo de outubro, o avanço médio nos preços da parte de Laticínios passou de 0,72% para 0,49%, destacou o coordenador do IPC-S.



