Coutinho citou a desaceleração da economia mundial e a piora nos preços das commodities como outros fatores que tornam o cenário prospectivo para a economia latino americana menos favorável que nos últimos dez anos. A desaceleração do intercâmbio internacional pesa sobre as exportações desses países e tende a pressionar o balanço de pagamentos.
"Essas pressões vão requerer mudanças de estratégia com mais investimentos, em especial em infraestrutura, ciência e tecnologia e inovação. "Será mais necessário dar ênfase nos mercados domésticos, com mais integração econômica , mais produtividade e eficiência de nossas economias", disse o presidente do BNDES.
Para Coutinho, a competitividade dos países da América Latina dependerá de mais crédito de longo prazo, aumento da poupança doméstica e da produtividade do trabalho. E defendeu uma maior integração econômica da região para que as "sinergias do comércio e investimentos no continente possam ser capturadas".
"Esse tipo de cenário requer que a inovação seja o centro das estratégias. Requer que olhemos para nós mesmos, para a integração da cooperação em inovação, não só no sistema de ciência e tecnologia, como entre nossas empresas", disse Coutinho, destacando que essa é uma diretriz da presidente Dilma Rousseff.



