Para Tingas, o crédito para consumo ou aqueles com taxas mais caras têm perdido espaço nas concessões, enquanto a busca por financiamentos para gestão de orçamento familiar tem crescido. "Enquanto a concessão (de crédito para) cheque especial cai, o consignado continua em ritmo forte. Na pessoa física, as pessoas estão tentando sair de coisas caras ou de consumo para questões de caixa", afirmou. Segundo o BC, no crédito livre, houve crescimento de 1% para pessoas físicas no mês, 3% no acumulado do ano e 8,6% em 12 meses.
Outro destaque que mostra a disposição da pessoa física em buscar linhas de crédito para o "saneamento financeiro", destaca Tingas, é o crescimento de operações de cartão de crédito à vista, o que não incide juros. "As pessoas ainda usam muito cartão, mas elas estão tentando sair dos juros", afirmou.
Segundo Tingas, os números divulgados pelo BC em relação à inadimplência - que se manteve estável em 5,5% pelo terceiro mês seguido em maio - mostram que é uma situação que "está andando de lado" e que "só o tempo e vencimento das carteiras" vai ajudar a acelerar a queda na inadimplência. "Por enquanto, acho que os recursos que as pessoas tinham para lidar com a inadimplência está no limite."


