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Acordo corta pela metade salário e jornada de 250 mil comerciários de SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Sindicato dos Comerciários de São Paulo anunciou nesta terça-feira (14) que firmou um acordo com empresas do setor de supermercados e revenda de veículos para a redução do salário e da jornada de trabalho em até 50% por 60 dias. "Nosso cálculo estima que, com a compensação do governo, a perda será de no máximo 8,5% no salário médio do setor que é de R$ 2 mil", diz Ricardo Patah, presidente do sindicato. A medida vai afetar cerca de 250 mil funcionários e foi tomada por conta da quarentena imposta para conter o avanço do novo coronavírus na capital paulista. O acordo foi baseado na medida provisória 936/2020 e garante a manutenção dos empregos por 120 dias, a contar a partir de 1º de abril. Apesar da redução de salário e jornada, os empregadores terão que manter todos os benefícios. Após o prazo de 60 dias, a remuneração e carga horária voltam ao patamar anterior. "E aí segue-se uma prazo de mais 60 dias de estabilidade, que deve terminar perto do final do ano, época em que o comércio contrata funcionários. Nosso objetivo é garantir a saúde e a manutenção do emprego", afirma Patah. Segundo o sindicato, centenas de empresas estão procurando o sindicato para dizer que a redução salarial é fundamental para que não haja "sangria no caixa". A expectativa é que a retomada do crescimento só aconteça em 90 dias. "O Sindicato dos Comerciários de São Paulo entende que o maior patrimônio do trabalhador é o emprego e, nesse momento, todos os esforços estão sendo mantidos no sentido de garantir que as empresas mantenham os postos de trabalho", afirma trecho do comunicado enviado à imprensa.

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