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Acordo adia leitura da reforma trabalhista em comissão do Senado

BRASÍLIA - A oposição conseguiu adiar a leitura do relatório da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, inicialmente prevista para esta quinta-feira. Segundo o acordo, a leitura será feita na próxima terça-feira e a votação ocorrerá uma semana depois. Em contrapartida, a oposição abriria mão do cumprimento do regimento e aceitaria acelerar a leitura na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para o dia seguinte, 21 de junho. A reforma seria então votada na CCJ no dia 28, ficando livre para ir a plenário.

Imediatamente após a decisão pelo acordo, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB/RR), tuitou que, dessa forma, o governo consegue manter o cronograma de votar em plenário até o fim do mês. “A reforma trabalhista então ficará pronta para ser votada no plenário no dia 28/06, portanto, com previsão de aprovação até o fim do mês”, disse na rede social.

Antes mesmo de começar, a sessão da CAS teve bate-boca e polêmica. Os senadores da oposição argumentavam que a leitura do parecer do senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES) sobre a reforma trabalhista não poderia ocorrer hoje. Isso porque o regimento exige que a matéria entre na pauta da comissão com dois dias úteis de antecedência, o que, segundo a oposição, não ocorreu. O projeto foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na terça-feira e entrou na pauta da CAS já tarde da noite do mesmo dia.

Alterado, o senador Paulo Paim (PT/RS), chegou a gritar com a presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB/SP) para que ela respeitasse o regimento. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) também reclamou da decisão de substituir a senadora Ana Amélia (PP/RS), que teve que viajar hoje. Após a decisão pelo acordo, Paim pediu desculpas à senadora Marta.

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